Câmeras de segurança identificam uma pessoa pela maneira como ela se mexe

Através de tecnologias modernas de varredura e mapeamento de imagens, a pesquisa em biometria comportamental vem avançando rapidamente. Hoje, já é possível identificar um ser humano pela maneira como ele se mexe. Utilizando sistemas de CFTV (circuito fechado de televisão) comuns, um software pode fazer a varredura do vídeo em tempo real, quadro a quadro, removendo objetos do ambiente e criando um padrão de movimento para uma pessoa andando.

Informações sobre altura, postura, distância entre seus passos, ritmo da passada, entre outros, são reunidos. As características ficam então armazenadas no banco de dados do sistema, que pode identificar o indivíduo posteriormente, caso ele passe novamente pela câmera de segurança.

Universidades trabalham em softwares que constroem um padrão de movimentação (Foto: Reprodução/ Paulo Gallian)

Este tipo de identificação não é livre de problemas. Por exemplo, se o programa tem apenas dados do indivíduo por um ângulo específico, para reconhecê-lo posteriormente com precisão, o ponto de captura da nova imagem precisa corresponder àquele que registrou o padrão no sistema. É por isso que pesquisadores de diferentes países estão desenvolvendo técnicas complementares para uma análise eficiente e viável do modo de andar de uma pessoa.

O professor Daigo Muramatsu e colegas da Universidade de Osaka, no Japão, estão trabalhando em um software que constrói um modelo do padrão de movimentação de um indivíduo, para identificação em diversos ângulos. Eles filmaram 20 pessoas andando em uma esteira, distribuindo 24 câmeras em torno delas, e reuniram as informações obtidas para desenvolver um algoritmo para o programa. Em testes preliminares, o sistema teve um índice baixo de identificações erradas, em todos os ângulos testados, o que, segundo Muramatsu, é um resultado promissor.

Na Universidade Técnica de Munique, Martin Hofmann e sua equipe desenvolveram um meio de extrair informações adicionais das imagens gravadas, como as sombras das roupas nas pessoas filmadas. Eles também utilizaram os sensores do Kinect – dispositivo da Microsoft criado para o console Xbox – para medir a profundidade dos objetos, fazendo com que seja possível sanar alguns problemas, como o reconhecimento de indivíduos carregando objetos. Em testes feitos com vídeos de centenas de voluntários, o sistema atingiu um índice de reconhecimento de quase 80%.

É verdade que a precisão desta técnica de biometria pode cair drasticamente se, por exemplo, alguém se mover de maneira muito diferente da usual. Mas isso não significa que ela não possa ganhar espaço na área de segurança. “Imagine um ladrão de banco, que está com o rosto e os dedos cobertos, mas que pode ser identificado pelo jeito que sai andando do estabelecimento.” – exemplificou Martin Hoffman que, assim como Daigo Muramatsu, compareceu à Conferência Internacional de Biometria, em Washington (EUA), em setembro deste ano.

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Via NewScientist

Via TechTudo